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PAS334. Encontro romântico com uma menina rebelde

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A festa de Rory Griswold estava no auge do esplendor. Não era propriamente aquilo que o povo do Este denomina de festa, mas os provincianos habitantes de «Cuenca de la Plata», pensavam de modo diferente. O toldo colocada pelo radiante Griswold era amplo e resguardava uma provisão de bebidas suficiente para todo um regimento. Fora do toldo, debaixo do primaveril céu estrelado do Novo México, um grupo de músicos mal instalados tocava uma série de músicas de dança e canções rancheiras, vagamente parecidas com as suas versões originais. O recinto estava repleto. Griswold dizia muito satisfeito que toda a «Cuenca» estava ali reunida. Talvez a afirmação fosse um pouco exagerada, mas mais de setenta por cento dos cidadãos de ambos os sexos e de todas as idades ocupavam o espaço destinado à festa. Era sábado e portanto podiam divertir-se até à madrugada de domingo e ninguém tencionava ir-se deitar, pois tinham um período de descansa no dia seguinte. Fazia seis dias que Griswold tinha vivido o ...

CLF005. Homens diabólicos

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  (Coleção Califórnia, nº 5)     Mais um livro de Donald Curtis. Mais um daqueles livros que nos traz um pistoleiro escondido sob um homem tranquilo que procura paz e sossego no seu rancho, longe da cidade e das lutas, interessando-lhe apenas o seu gado e a tranquilidade de espírito que procura. Nas primeiras páginas, pode notar-se a preocupação do autor em apresentar a cidade onde decorre a acção como um ponto pacífico, calmo, quase obsediante de estagnação. Mais tarde, com o aparecimento de uma mina de cobre e o desfecho tempestuoso de um amor juvenil, tudo se modifica: onde havia paz e sossego, passou a existir violência, tiroteios, lutas sem piedade nem quartel. E o homem tranquilo que se refugiara naquele recanto em busca de sossego, volta a colocar os "colts" à cintura e, louco de dor e vingança, aparece tal como é na realidade: um temível pistoleiro. O desfecho que Curtis incute à novela é completamente inesperado. A capa, de Bosch Penalva, mostra um pormenor da ...

CLF004. Justo Castigo

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  (Coleção Califórnia, nº 4)

PAS333. Gado contra a vedação

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-- Oiçam, oiçam ! gritou Henry. No meio de profundo silêncio ouviram um rumor, ampliado pelas paredes do desfiladeiro, retumbando progressivamente como um trovão. -- Que diabo vem a ser isto? -- inquiriu Cari Doyle, assombrado. Chegaram-lhe então aos ouvidas os agudos gritos de AI Rosen: — Reed lança-nos em cima o seu gado à desfilada! Era uma manobra com que Desmond não tinha contado. Elmer Reed não hesitava em sacrificar parte do seu gado, se deste modo pudesse abrir uma larga passagem. -- Isto torna-se sério, muito sério mesmo— afirmou Carl. — Vou ver se acerto nas vacas da frente. A primeira manada apareceu ladeada por cavaleiros, gritando e disparando para o ar as suas pistolas. A muralha viva de carne estacou, tentando fugir da outra muralha de fogo aberta pelos Doyle e por Desmond. Mas os cavaleiros do «Três Fontes» puseram-na de novo em corrida em direção à vedação. A espingarda nas mãos de Desmond ia aquecendo, e a cada tiro caía urna rês. Mas a manada enlouquecida continu...

PAS332. Bem-vindo a casa, filho!

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Brenda Hunter, com a mão direita ao peito, ordenava: -- Al, tira a carreta. Vou com vocês. Desmond não disse nada, limitou-se a montar, partindo a trote para a linha divisória de Big Valley com o rancho de Elmer Reed. Desmontou para acender um cigarro, como um viajante fazendo uma paragem agradável, em contemplação da paisagem à primeira luz do alvorecer. Viu aproximar-se a carreta conduzida por Al Rosen, a cujo lado, a tia Brenda se mantinha direita, com o seu aspeto de coruja sábia. Voltou a montar, e duas horas depois, detinha-se diante da pedra com o martelo gravado, que Duncan Hunter ali tinha colocado em sinal de propriedade. Foi tirando parte da terra em torno da base. Endireitando-se, voltou a olhar fixamente a grande tabuleta: «Três Fontes Proibida a passagem». Agarrou o poste, dando-lhe fortes sacudidelas, até que conseguiu desenterrá-lo, atirando a tabuleta ao chão. Esgrimindo o grande alicate cortador, aproximou-se de vedação. Da carreta, Brenda Hunter reprovou, suavemente:...

PAS331. Um punhal cravado na mão

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Brenda Hunter estava sentada, com as mãos apoiadas na mesa. Um xaile de lã negra cobria as suas mãos. -- Brenda! -- exclamou, aliviado, o sheriff. -- Está bem? A mulher não o olhou. Contemplou Desmond com ódio... E inclinou o busto e o rosto para a mesa. O movimento deslocou o xaile. E Desmond Hunter conteve uma imprecação de raiva. Um prego atravessava a mão direita da anciã, cravando-a na mesa. A pele morena estava manchada de sangue. Jack Blecher, fazendo um juramento, girou sobre si mesmo. A sua mão aberta chocou contra o rosto de Desmond. -- Por tua culpa, maldito cobarde! A pancada obrigou Desmond a retroceder, e enrubesceu na sua face a marca da bofetada. Steve Clarke lançou-se para conter o sheriff e amenizou: -- Ele não tem a menor culpa! Deixe-o... O sheriff sacudiu a cabeça como para se desanuviar. Clarke largou-o, e o sheriff preferiu lentamente: -- Nunca simpatizei contigo, Desmond Hunter. Mas agora odeio-te. Desmond aproximou-se da mesa. Brenda Hunter não estava desmaiada...

PAS330. O homem que já não sabia dançar

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Estava calor no interior. Os violinistas marcavam o compasso, com os pés, e um vaqueiro abraçado ao seu banjo, cantava gravemente. Uma mão tocou-lhe no ombro, e voltando-se contemplou o sorridente semblante de Nora. -- Alegra-me que tenhas vindo, Desmond. Gostava muito de dançar esta valsa contigo. Convidas-me? — Se alguma vez soube dançar, já o esqueci -- disse ele, lentamente. Ele viu uma cintilação de receio nos olhos femininos. E suspirando ela murmurou: -- Cometeste um erro. O primeiro... Um homem que soube dançar, nunca o esquece. — Talvez não te queira ter nos meus braços, demasiado próxima. Talvez tenha medo de recomeçar alguma coisa... que não possa terminar. -- Gostaria de te acreditar, Desmond. Há recordações que um homem não pode matar, ainda que o tente. — Dás-me a honra desta valsa, Nora? Nora deixou-se enlaçar, com os lábios trémulos. Ele dançava tropegamente, e muito mal. Ela guiou-o. Nos seus olhos brilhava uma cintilação de confusão e surpresa. -- Não sei. Pensei que ...

PAS329. Uma pedra como limite

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Deteve pouco depois o carro num planalto que ligava o vale com outro. Havia estacas presas com arames, e um grande letreiro: «Três Fontes Proibida a passagem». O gado pastava no rancho Três Fontes, de Elmer Reed. -- Esta foi a primeira vedação que cortou Big Valley— disse Brenda, amargamente. Baixando-se, Desmond viu, um pouco mais adiante da vedação, uma pedra coberta de musgo. Tinha um martelo gravado. Brenda, a seu lado, comentou: -- Ducan Hunter colocou esta pedra assinalando o limite leste da sua propriedade. Pesava cento e vinte quilos, mas ele descarregou-a do carro e colocou-a sem a ajuda de ninguém. Mas cometeu um erro. A pedra está dois metros no interior dos nossos limites. Portanto, a vedação de Elmer Reed estende-se em terra que pertence aos Hunter. -- Quer que eu derrube a vedação, tia Brenda? -- perguntou Desmond com entoação irónica. -- Se fosses apenas a décima parte do homem que era Duncan, esta vedação não estaria aqui. (Coleção Califórnia, nº 3)

CLF003. O regresso do cobarde

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(Coleção Califórnia, nº 3) Era um homem extremamente tímido, dominado pelo pai, que fugiu da sua terra, abandonando a própria esposa. Um dia, totalmente desfigurado por tortura aplicada por índios, voltou para reclamar o que era seu. Tudo tinha mudado e envolveu-se numa luta sem fim, chegando a ter necessidade de limpar o próprio nome já que a dúvida sobre a sua verdadeira identidade permaneceu até ao final da novela e havia a possibilidade de ser um assassino por cuja captura se oferecia significativa importância. Peter Debry é uma autor espanhol ainda com um prestígio assinalável ao nível da novela negra. Alguns admiradores mantêm sites ( 1 e 2 ) onde divulgam a sua obra e as suas qualidades. Em Portugal tem registo de apenas 50 títulos, 29 dos quais ligados à APR, nos quais predomina a colecção Serviço Secreto. Este é um dos três títulos editados pela Colecção Califórnia da IBIS. A capa, de autor desconhecido, mostra um pormenor da luta deste homem pelos seus direitos, ao lado de u...

CLF002. Restam cinco balas

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  (Coleção Califórnia, nº 2)

PAS328. Novos horizontes

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Os lábios e as pálpebras de Reg estremeceram. Nunca tinha tido medo de ninguém nem de nada, mas aquele homem impressionou-o. Pela sua serena majestade, o seu porte austero e digno, a dor que havia nos seus olhos. Reg compreendeu que contra aquele homem não poderia lutar. Compreendeu que não faria nenhum dano ao pai de Bud Sherman, embora agora tivesse a liberdade, a felicidade e a vida ao alcance das mãos. Baixou a cabeça e disse: — Entregue-me ao xerife. A comédia tinha de terminar um dia! O homem colocou-lhe uma mão sobre as costas. Reg tremeu. Era um gesto de amizade e isso não o conseguia compreender. — Tenho-o seguido e observado durante estes dias — disse —. Quando encontraram o cadáver do meu filho vestido com roupas de vaqueiro, dediquei-me a procurar o homem que lhe tinha dado a morte, coisa nada difícil visto que lhe usurpou a personalidade e a sua presença era notada em todas as partes. E assim cheguei a El Paso. E como conheci bastante bem aquele que foi meu filho, a quem D...

PAS327. Declarada inocente

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O Juiz, pálido e suado, levantou a cabeça sobre a secretária. O Presidente do Júri fez o mesmo. Ambos pareciam mortos. Trocaram um tímido olhar de inteligência e o Presidente gaguejou: — Ino... Ino... Ino... Inocente! — Inocente — sussurrou Irina, enquanto as lágrimas lhe enchiam os olhos — . Inocente! Reg aproximou-se lentamente dela. As suas mãos compridas e duras, mãos que pareciam feitas para lutar, acariciaram suavemente os cabelos da jovem. E ela apertou essa mão entre as suas, frenética e desesperadamente, e Reg notou como pela sua pele corriam as lágrimas da jovem. Os agentes do xerife estavam recolhendo os cadáveres e procurando dominar o tumulto. Apesar da confusão tinha-se aberto um corredor, desde a teia até à porta, para que Irina pudesse sair livremente. Quando a rapariga olhou o fundo da sala, e compreendeu que ali estava a liberdade, quase não o quis acreditar. As suas lágrimas tornaram-se mais intensas e também mais doces. Porque agora, ao seu lado, tinha o homem que a...

PAS326. Fuga a lobos famintos

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Irina Wells tateou a lima, acariciou-a como a um ser vivo. Alguém a tinha atirado pela janela, pouco antes, valendo-se de um laço a cujo extremo a tinham ligado. Esse alguém devia ter uma invejável habilidade, porque conseguiu fazer penetrar a lima por entre as grades sem fazer qualquer ruído. Não a acompanhava nenhuma mensagem, mas um instrumento assim e nas condições de Irina não necessita qualquer classe de explicações. Imediatamente, e aproveitando a hora do crepúsculo, quando os guardas se dispunham a começar a sua inacabável série de partidas de cartas, começou a trabalhar. Enquanto limava incansavelmente, com ágeis movimentos dos braços, não deixava de pensar em quem lhe poderia ter proporcionado aquela inestimável ajuda. E embora lhe parecesse absurdo e impossível, um só nome vinha à sua memória: Bud Sherman, o promotor implacável e sanguinário a quem, no entanto, segundo via agora, guiava uma verdadeira ânsia de justiça! Irina chegou a convencer-se de que tinha de ser ele. Nin...