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RB012. Homem de pistola
(Coleção Rio Bravo, nº 12) Duncan Ames tinha sido expulso por vadiagem da povoação de Barstupp e avançava a bom trote para outras paragens quando notou que a ponte por onde devia passar um comboio estava prestes a ruir. Conseguiu avisar o maquinista que deteve a máquina, mas uma jovem tinha absoluta necessidade de chegar à povoação e sugeriu a Ames que voltasse à mesma, levando-a consigo. O certo é que o comboio acabou por ser assaltado, mas o testemunho do maquinista fez com que nenhuma suspeita pesasse sobre Ames que, entretanto, foi contratado pela bela Sharon sobre a qual pareciam pesar algumas ameaças sinistras. Para o ilustrar aqui deixamos uma passagem…
PAS784. Um tio que gostava de beijar uma menina
Jantaram sozinhos, na ampla sala que a senhora Cross mandara alindar, e de que tao pouco tempo gozara. Cross mal comeu. Nao podia afastar os olhos da sobrinha, a qual, de pálpebras modestamente descidas — para que ele nao pudesse notar a repugnância que lhe inspirava — comeu corn apetite normal. Quando acabaram a refeição, a jovem disse bruscamente que começara a doer-lhe a cabeça e que ia retirar-se para o seu quarto. Cross aproveitou a ocasião para a beijar na testa. Mas logo, quando ela se voltava para se afastar, o homem pareceu endoidecer. — Outro beijo... — disse ele, com a respiração entrecortada. Ela olhou-o, sobressaltada, e estendeu-lhe a testa. Mas Cross nao queria beija-la na testa. Os seus lábios delgados buscaram os dela. A jovem recuou, de um salto. — Mas, tio... — exclamou. A voz dela tinha um tom levemente irónico, apesar de sentir uma agoniante sensação de repugnância. — É que... — balbuciou Cross — eu... — Boa noite, tio Herbert... — respondeu ela, suavemente. — Dorm...

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