PAS554. Dez homens procuram uma mulher

Eram nada menos de dez homens.
Todos tinham trabalhado às ordens de Conan, nos piores sítios do Oeste Central, e nas mais sinistras rotas ganadeiras. Todos estavam dispostos a obedecer a quaisquer ordens e todos sabiam matar.
Já haviam verificado os seus revólveres.
Jess, que agora comandava o grupo em substituição de Ramiro, aproximou-se do que havia estado a guardar a porta.
— Nada.
---Nada?
— Não poderia Will entrar por outro lado?
— Nem falar nisso. Não há mais do que uma porta.
— E buracos no teto.
— Com os diabos! Julgas-me tonto? O teto estais a vê-lo vós mesmo!
Com efeito, estava intacto.
— E guarda? Não há?
— Não é uma cocheira pública, mas particular. Entraram quatro cavalos ao anoitecer, o dono fechou a porta e partiu em paz. Vamos, porque se um trabalho destes vos parece difícil é porque sois feitos de manteiga.
— Ninguém disse que seja um trabalho difícil. A rapariga está aí, sem quaisquer dúvidas?
— Eu vi-a entrar e não saiu. Certamente que passará a noite sobre um monte de palha.
— E o dono da cocheira deve sabê-lo... Bom, já ajustaremos contas com ele, quando isto terminar. Agora temos que arranjar uma maneira, de não sermos surpreendidos por Will. É capaz de chegar repentinamente. Vós os três ficareis de guarda, junto à porta.
Jess havia dado as ordens. O grupo avançou para o grande e desajeitado edifício de madeira.
Sete homens para matar uma mulher indefesa!
Um trabalho fácil.

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